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Serge Derycke - terça-feira, 19 maio , 2015

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Mozart

Serge Derycke - terça-feira, 19 maio , 2015
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Mozart - Amadé - Amadeus


Amadé - Mozart - Amadeus

 

MOZART

A vida de Mozart foi  objeto de numerosos ensaios biográficos, muitas vezes escritos a sua autenticidade.  Sua extensa produção musical e suas cartas conservadas em sete volumes em Salzburgo  (infelizmente algumas foram perdidas ou queimadas) e  o depoimento de seus contemporâneos revelam  uma imagem perfeita de Mozart.  Ou melhor, do personagem, pois, a análise de sua psicologia ou de suas ações por exegese, o retorno de sua interioridade, seus impulsos, seus instintos na escolha do tom musical sempre pareceram não conseguir quebrar a verdadeira personalidade do músico.   Mozart, um homem livre numa época do absolutismo, um gênio incompreendido atormentado pelos colegas ambiciosos, uma figura de ficção ou uma onda de divindade?

Obra de Mozart escrita por Wolfgang Hildesheimer 

Amadé - Mozart - Amadeus Todos esses enredos criam  asas na obra de Wolfgang Hildesheimer, intitulado “Mozart”, publicado em 1985. Livro que acabei de ler por acaso, no início do Outono de 2014, com tanto prazer como contrição. Ah, eu digo a mim mesmo, quem dera que ele tivesse vivido mais 50 anos … Seu corpo foi enterrado numa cova no dia 6 de dezembro de 1791, Viena jogou no lixo um presente que ela, própria, não soube aproveitar.

Wolfgang Hildesheimer consagrou 20 anos de sua vida, escrevendo a biografia de Mozart. Foi um sucesso retumbante, em todo o mundo. O livro refere-se às numerosas cartas escritas pelo músico, análise da sua vida diária, desenrolando a enigmática esfera misteriosa de sua existência. Com esta obra, o autor descreve o oposto de um enredo idealizado, diríamos que o escritor nos faz ver Mozart compondo…

Mozart tinha um talento superior, mas nunca soube aproveitar. Sua natureza absorta o fazia  ser muito distraído.  Uma fez, durante a sua viagem a Paris com sua mãe (aos 20 anos), esqueceu todos os seus diplomas acadêmicos, os quais foram necessários postá-los ao seu destino.

Mozart e o Cavalheiro Gluck

Na capital francesa, comparativamente o compositor Gluck, que gostava de ser nomeado “RitterGluck
von Gluck” (O Cavalheiro Gluck), gostava de aparecer no seu local de apresentação com camisa e boné de dormir;  se  fazendo vestir por seus admiradores aristocratas e se adornando, mesmo, com desdém, com a medalha cedida pelo Papa.

Mozart tinha recebido uma distinção semelhante, só que com mais prestígio. No entanto, ele se sentia rebaixado pois só compunha  minuetos e dança para vários patrocinadores, à  moda parisiense. Suas partituras agradavam (embora essas músicas não se assemelhavam em nada ao músico). Nas suas andanças extensivas por Paris, ele era sempre felicitado e admirado. Quantos relógios de ouro não lhe foram presenteados, até não encontrarem espaço para serem dependurados a sua roupa! Mas nunca, durante todo esse tempo, nem o teatro nem o principado lhe ofereceu um trabalho a sua altura.

Mozart e o compositor Cambini

Até que ele chegou à conclusão que o público parisiense foi incapaz de apreciar, compreender e aceitar o seu contexto musical. Ele recusou um posto de organista à Versalhes, na esperança de obter um posto melhor, mas tudo foi em vão. Orgulhoso, autoconfiante, mas singularmente carente de diplomacia, ele começou a incomodar o mundo dos artistas fazendo pouco caso dos mesmos.  Como na noite de 1778 onde ele interpreta, de memória, uma obra do compositor Giovanni Giuseppe Cambini.  Mozart introduziu algumas variações na música, cada variação mais espontânea que a outra. O italiano Cambini, que fazia parte dos convidados, exclama “Questo é un gran testa” (esse é um cabeçudo). Wolffgang Mozart acabava de ganhar um inimigo…

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Músicas:

Sinfonia de Paris K300a, que ele escreveu para agradar ao povo parisiense

Gavotte  K 299b (dança) :

Sonata em Mi Menor  K 300c :

 

 

 

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